Pular para o conteúdo principal
AUDITORIA NA UTFPR CORNELIO PROCÓPIO
-
Escândalo abala Universidade Federal Procpensel
Três empresas que prestam serviços ao campus da Universidade
Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Cornélio Procópio, no Norte do
Estado, estão na mira de uma auditoria da instituição. Uma denúncia
anônima, recebida pela universidade em março deste ano, motivou a
abertura da investigação, que encontrou irregularidades nos contratos
firmados entre as empresas e o campus de Cornélio. Em três anos, as
firmas receberam R$ 2,7 milhões da instituição, montante que, conforme
as investigações, pode ter sido superfaturado. Em nota enviada ao Bonde
nesta terça-feira (3), a reitoria da UTFPR, em Curitiba, confirmou que
a Auditoria Interna (Audin) da instituição está apurando o caso há 30
dias. "Havendo comprovação da denúncia, será aberta sindicância e
processo administrativo disciplinar para identificação e penalização dos
envolvidos", garantiu o comunicado. O diretor de Planejamento e
Administração do campus de Cornélio, Sandro Rogério de Almeida, e o
diretor-adjunto, Eduardo José de Oliveira, foram afastados de suas
funções até a conclusão da apuração.
Divulgação/UTFPR

Vista aérea do campus da UTFPR em Cornélio Procópio
Já o diretor-geral da UTFPR em Cornélio Procópio, Devanil
Antônio Francisco, destacou que já foram identificados indícios de
irregularidades nos serviços prestados pelas empresas. "São firmas que,
até então, forneciam material de construção e prestavam serviços de
manutenção e reparo no campus. Pela auditoria, conseguimos descobrir que
alguns materiais fornecidos foram trocados, e que alguns serviços
acabaram sendo realizados sem a nossa prévia autorização", explicou. Os
indícios de superfaturamento apontam, ainda, que, em alguns casos, as
empresas declararam à universidade que iriam comprar um tipo de
material, mas acabaram adquirindo outro. Perguntado se essas trocas
ocasionaram algum tipo de prejuízo aos cofres públicos, Franciso
desconversou: "A apuração ainda está no começo. Só podemos confirmar
lesão ao erário, além de possíveis culpados, após a conclusão dos
trabalhos e a abertura de uma sindicância", disse, acrescentando que os
nomes das empresas investigadas só serão divulgados após a finalização
da auditoria.
Conforme ele, o valor recebido pelas empresas nos
últimos anos, de R$ 2,7 milhões, é maior se comparado ao montante
máximo previsto em edital. "Os custos extrapolaram e os aditivos aos
contratos também deverão passar por análise", garantiu, sem saber
informar o valor máximo dos processos.
Questionado sobre a
demora para o início da apuração da denúncia, já que o fato chegou à
UTFPR em março deste ano, Devanil Francisco explicou que, num primeiro
momento, o caso foi encaminhado para a Corregedoria-Geral da União
(CGU). "O processo ficou parado por seis meses no órgão federal, por
conta da greve dos servidores e da reforma de sua sede, e, só depois de
recebermos a informação de que a denúncia só iria ser apurada no
próximo ano, encaminhamos toda a documentação para a Auditoria Interna
da própria universidade", argumentou.
O resultado da auditoria
também será enviada ao Ministério Público Federal (MPF), que, conforme o
diretor, ficará responsável por analisá-lo e decidir se abre ou não
algum processo para investigar os envolvidos. Francisco destacou,
ainda, que a denúncia envolvendo as três empresas vai fazer com que a
universidade apure todos os contratos firmados pelo campus de Cornélio
de 2013 para cá. "Vamos fazer um pente-fino em todos os processos para
verificar se as irregularidades e as falhas já identificadas atingiram
outros setores", frisou. As empreiteiras responsáveis pela construção
de dois novos blocos no campus de Cornélio também serão auditadas, de
acordo com ele.
Guilherme Batista - Redação Bonde -
Comentários
Postar um comentário